quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Curiosidade: Imagens quase reais
Os especialistas em geral concordam que o melhor tratamento para fobias, principalmente as específicas, é a terapia de exposição, ou seja, colocar o paciente em contato com o estímulo fóbico. Mas e se os sintomas são tão fortes a ponto de ser penoso até pensar no objeto ou situação causador da fobia? Ou se a fobia for de avião, por exemplo, como se expor a esse estímulo freqüentemente sem gastar uma fortuna em passagens aéreas? Uma das alternativas é usar a realidade virtual, que ainda apresenta a vantagem de proporcionar um maior controle dos estímulos apresentados ao paciente. Um médico tratando alguém com fobia de trovão não precisa esperar uma chuva forte para expor seu paciente, ele pode usar imagens, gravações e ainda os recursos da realidade virtual. Essa foto mostrando uma aranha aí ao lado, por exemplo, faz parte de um software desenvolvido pelo Laboratório de Tecnologia de Interface Humana da Universidade de Washington, criado para tratar aracnofobia. Apesar da técnica ainda não ser muito difundida no Brasil, alguns estudos se destacam. A cientista da computação Liliane Jacon, por exemplo, desenvolveu um sistema para casos de fobia de elevador. "Meu objetivo foi avaliar a interação das pessoas ao utilizarem os equipamentos", conta a professora da Universidade do Oeste Paulista. Outro reforço no tratamento pode ser a hipnose. "É um auxílio eficaz, mas existem poucas pesquisas sobre isso", esclarece Mariângela Savoia, do hospital psiquiátrico da Santa Casa. "A hipnose remete a uma situação do passado, ela pode ajudar a identificar como ocorreu o primeiro episódio de medo, mas não garante a eliminação dos sintomas", esclarece a psicóloga.
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